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Prefeitura de Gramado esclarece sobre serviços de saúde

Consultas e exames represados, contratos não renovados, dívidas pendentes e até farmácia municipal fechada: este foi o cenário com que o novo governo deparou-se na área da saúde ao assumir a administração municipal em 2017. Nos primeiros meses de governo, a Prefeitura de Gramado, por meio da Secretaria da Saúde, buscou concentrar-se na busca pela solução dos problemas e não em expôr os fatores que levaram ao estado de precariedade os serviços públicos no setor. Porém, devido à cobrança da comunidade e da imprensa por esclarecimentos, a prefeitura vem a público informar os fatos. Os desdobramentos que resultaram na falta de medicamentos iniciaram no ano passado. Mesmo com o pedido da farmácia municipal, em outubro de 2016, para aquisição de 147 tipos de remédios, investimento de cerca de R$ 200 mil, não houve encaminhamento de processo de licitação e nem se encontram registros que sinalizem o início do processo. Em 3 de janeiro de 2017, 35 tipos de remédios já estavam em falta nas farmácias do município. A farmácia da Várzea Grande, inclusive, encontrava-se fechada porque não havia recepcionistas, já que os contratos com a empresa que terceirizava o serviço não havia sido renovado no final do ano de 2016. “Realmente, a situação em que encontramos o setor da saúde era bem diferente daquele que nos havia sido ‘pintado’. Tínhamos problemas em quase todas as áreas: farmácia, remédios, exames, consultas, contratos de profissionais. O que fizemos? Fomos ao trabalho, optando pela busca de soluções e, aos poucos, elas estão chegando”, afirma o Secretário da Saúde, João Teixeira. Entre as soluções, está a regularização da oferta de consultas e exames, e a abertura da farmácia da Várzea ainda em janeiro, por exemplo. De janeiro a março, foram prestados 20.830 atendimentos nas farmácias municipais. Semana passada, a prefeitura concluiu a licitação para a aquisição de 241 tipos de remédios, cujo investimento será de cerca de R$1,2 milhão aos cofres públicos. A ideia é que os medicamentos faltantes comecem a ser disponibilizados gradativamente, a partir do feriado de Páscoa. Este ano, a prefeitura mudou o processo de licitação de medicamentos, que agora é via pregão eletrônico, o qual possibilita maior concorrência – até o ano passado ela ocorria via tomada de preço. “Toda modalidade de licitação leva entre 30 e 60 dias para ser concluída. Como os medicamentos não eram adquiridos por pregão eletrônico, tivemos ainda que habilitar essa modalidade. Fora o fato de que, em janeiro, praticamente todo o setor de licitações precisou ser reestruturado, já que os cargos de departamento eram ocupados basicamente por Ccs e não funcionários de carreira”, completa o Secretário da Administração, Julio Dornelles. Abaixo, confira a situação das principais áreas da saúde. Licitação de medicamentos é concluída Semana passada, foi concluída a licitação para a aquisição de 241 tipos de medicamentos por meio de pregão eletrônico, onde 48 empresas inscreveram-se no processo e 723 orçamentos foram cadastrados. Serão investidos cerca de R$1,2 milhão na aquisição dos medicamentos, que devem ser disponibilizados gradativamente, a partir do feriado de Páscoa. Este ano, foram prestados 20.830 atendimentos nas farmácias municipais. Fase final para licitação das fitas para teste de glicose Ao assumir em janeiro, o novo governo deparou-se com uma dívida de R$ 67.952,00 referentes a três notas fiscais de 2016 e que não foram quitadas junto à empresa que fornecia as tiras para testes de glicose. A prefeitura solicitou abertura de processo de sindicância para apurar os fatos. Como não houve aquisição de fitas no final do ano passado, em janeiro, quando a atual administração assumiu, não havia estoque de fitas, desencadeando a falta do produto. Neste ano de 2017, uma compra emergencial foi feita pela prefeitura, mas que não supriu toda a demanda. Atualmente, está em andamento a licitação para a aquisição das fitas em quantidade suficiente para a solução definitiva do problema. Exames e consultas regularizados Mais uma vez, o novo governo deparou-se com os serviços de consultas e exames praticamente paralisados. A prefeitura assumiu o governo com quatro mil procedimentos represados. Dos contratos com 35 prestadores de serviço, apenas sete estavam vigentes. Os demais não haviam sido renovados até o final do ano de 2016. Assim, restou iniciar o processo de contratação dos prestadores de serviço, ainda com a adversidade das férias dos profissionais. Atualmente, 28 prestadores de serviço estão contratados e os atendimentos de consultas e exames foram retomados, sendo que a secretaria trabalha para normalizar os procedimentos represados. Entre as ofertas, estão, por exemplo, as consultas com ortopedistas e cardiologistas e exames de radiologia, tomografias e eco obstétricas. Contratação de profissionais para os postos No final do ano passado, não foram renovados os contratos com empresas terceirizadas para a atuação de recepcionistas nos postos de saúde. Tanto é que a Farmácia da Várzea Grande fechou ainda em dezembro de 2016 por falta de funcionários para atender a população. Uma das primeiras medidas adotadas pela prefeitura em 2017 foi a retomada do atendimento da Farmácia da Várzea, onde atualmente o horário de funcionamento é das 7h30min às 20h30min. Na Farmácia do Centro, o horário é das 8h15min às 20h. Está em fase de licitação a contratação de empresas terceirizadas que prestam serviço de recepção para qualificar o atendimento ao público.
Prefeitura de Gramado esclarece sobre serviços de saúde

Consultas e exames represados, contratos não renovados, dívidas pendentes e até farmácia municipal fechada: este foi o cenário com que o novo governo deparou-se na área da saúde ao assumir a administração municipal em 2017. Nos primeiros meses de governo, a Prefeitura de Gramado, por meio da Secretaria da Saúde, buscou concentrar-se na busca pela solução dos problemas e não em expôr os fatores que levaram ao estado de precariedade os serviços públicos no setor. Porém, devido à cobrança da comunidade e da imprensa por esclarecimentos, a prefeitura vem a público informar os fatos.

Os desdobramentos que resultaram na falta de medicamentos iniciaram no ano passado. Mesmo com o pedido da farmácia municipal, em outubro de 2016, para aquisição de 147 tipos de remédios, investimento de cerca de R$ 200 mil, não houve encaminhamento de processo de licitação e nem se encontram registros que sinalizem o início do processo.

Em 3 de janeiro de 2017, 35 tipos de remédios já estavam em falta nas farmácias do município. A farmácia da Várzea Grande, inclusive, encontrava-se fechada porque não havia recepcionistas, já que os contratos com a empresa que terceirizava o serviço não havia sido renovado no final do ano de 2016.

“Realmente, a situação em que encontramos o setor da saúde era bem diferente daquele que nos havia sido ‘pintado’. Tínhamos problemas em quase todas as áreas: farmácia, remédios, exames, consultas, contratos de profissionais. O que fizemos? Fomos ao trabalho, optando pela busca de soluções e, aos poucos, elas estão chegando”, afirma o Secretário da Saúde, João Teixeira.

Entre as soluções, está a regularização da oferta de consultas e exames, e a abertura da farmácia da Várzea ainda em janeiro, por exemplo. De janeiro a março, foram prestados 20.830 atendimentos nas farmácias municipais.

Semana passada, a prefeitura concluiu a licitação para a aquisição de 241 tipos de remédios, cujo investimento será de cerca de R$1,2 milhão aos cofres públicos. A ideia é que os medicamentos faltantes comecem a ser disponibilizados gradativamente, a partir do feriado de Páscoa.

Este ano, a prefeitura mudou o processo de licitação de medicamentos, que agora é via pregão eletrônico, o qual possibilita maior concorrência – até o ano passado ela ocorria via tomada de preço.

“Toda modalidade de licitação leva entre 30 e 60 dias para ser concluída. Como os medicamentos não eram adquiridos por pregão eletrônico, tivemos ainda que habilitar essa modalidade. Fora o fato de que, em janeiro, praticamente todo o setor de licitações precisou ser reestruturado, já que os cargos de departamento eram ocupados basicamente por Ccs e não funcionários de carreira”, completa o Secretário da Administração, Julio Dornelles.

Abaixo, confira a situação das principais áreas da saúde.

Licitação de medicamentos é concluída

Semana passada, foi concluída a licitação para a aquisição de 241 tipos de medicamentos por meio de pregão eletrônico, onde 48 empresas inscreveram-se no processo e 723 orçamentos foram cadastrados. Serão investidos cerca de R$1,2 milhão na aquisição dos medicamentos, que devem ser disponibilizados gradativamente, a partir do feriado de Páscoa. Este ano, foram prestados 20.830 atendimentos nas farmácias municipais.

Fase final para licitação das fitas para teste de glicose

Ao assumir em janeiro, o novo governo deparou-se com uma dívida de R$ 67.952,00 referentes a três notas fiscais de 2016 e que não foram quitadas junto à empresa que fornecia as tiras para testes de glicose. A prefeitura solicitou abertura de processo de sindicância para apurar os fatos.

Como não houve aquisição de fitas no final do ano passado, em janeiro, quando a atual administração assumiu, não havia estoque de fitas, desencadeando a falta do produto.

Neste ano de 2017, uma compra emergencial foi feita pela prefeitura, mas que não supriu toda a demanda. Atualmente, está em andamento a licitação para a aquisição das fitas em quantidade suficiente para a solução definitiva do problema.

Exames e consultas regularizados

Mais uma vez, o novo governo deparou-se com os serviços de consultas e exames praticamente paralisados. A prefeitura assumiu o governo com quatro mil procedimentos represados. Dos contratos com 35 prestadores de serviço, apenas sete estavam vigentes. Os demais não haviam sido renovados até o final do ano de 2016.

Assim, restou iniciar o processo de contratação dos prestadores de serviço, ainda com a adversidade das férias dos profissionais.

Atualmente, 28 prestadores de serviço estão contratados e os atendimentos de consultas e exames foram retomados, sendo que a secretaria trabalha para normalizar os procedimentos represados.

Entre as ofertas, estão, por exemplo, as consultas com ortopedistas e cardiologistas e exames de radiologia, tomografias e eco obstétricas.

Contratação de profissionais para os postos

No final do ano passado, não foram renovados os contratos com empresas terceirizadas para a atuação de recepcionistas nos postos de saúde. Tanto é que a Farmácia da Várzea Grande fechou ainda em dezembro de 2016 por falta de funcionários para atender a população.

Uma das primeiras medidas adotadas pela prefeitura em 2017 foi a retomada do atendimento da Farmácia da Várzea, onde atualmente o horário de funcionamento é das 7h30min às 20h30min. Na Farmácia do Centro, o horário é das 8h15min às 20h. Está em fase de licitação a contratação de empresas terceirizadas que prestam serviço de recepção para qualificar o atendimento ao público.

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  • Carlos Borges

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