Chapa de consenso para o diretório do PMDB deve evitar disputa interna na sigla

Deputado federal Alceu Moreira e deputado estadual Edson Brum são os mais cotados para o comando

Marcus Meneghetti

Na semana em que o PMDB gaúcho realiza sua convenção estadual, marcada para sábado, lideranças peemedebistas avaliam que a construção de uma chapa de consenso para o diretório deve evitar um racha na disputa pela presidência do partido.

Os mais cotados para comandar o partido pelos próximos dois anos são o deputado federal Alceu Moreira e o deputado estadual Edson Brum. Moreira diz que gostaria de ser presidente. Brum, que só seria se a militância pedisse.

No edital da convenção, o presidente estadual da sigla, Ibsen Pinheiro, convoca os filiados para escolherem o diretório. Na sequência, os integrantes do diretório indicam a nova executiva. 

Diante da possibilidade de uma disputa pela direção do partido, Ibsen propôs a construção de uma chapa de consenso pelo menos ao diretório, porque acredita que "uma disputa implicaria em exclusões significativas, como a de ex-governadores, parlamentares e ministros". Nenhum filiado se opôs a ideia. 

Membro da atual executiva estadual, o ex-deputado Rospide Neto usou a experiência política para analisar a medida de Ibsen: "O consenso no diretório dilui o impacto de uma eventual disputa para a presidência". Além disso, advertiu que é impossível prever qual dos dois nomes - Moreira ou Brum - os 77 membros da direção vão escolher.

"Se o diretório for de consenso, vai ter as maiores lideranças do partido. Ou seja, figuras que têm envergadura para pensar com a própria cabeça e que não podem ser cooptadas. Por isso, ninguém pode prever para que lado vai pender o novo diretório", avaliou Rospide Neto.

O líder da bancada do PMDB na Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Idenir Cecchim, acredita que, depois da unanimidade no diretório, os dois cotados para a presidência também devem chegar a um acordo. Apesar disso, disse que seria justo que Moreira assumisse o comando do partido, porque Brum já foi presidente em 2014. 

Aliás, o deputado estadual foi eleito presidente da legenda em uma disputa com o deputado federal, em que ganhou por três votos de diferença. "O Brum já foi presidente. O Alceu ainda não. Acho que seria a vez dele. Ele é bastante qualificado, viaja bastante pelo Estado", avaliou Cecchim.

O líder da bancada do PMDB na Assembleia Legislativa, Vilmar Zanchin, disse que os deputados estaduais vão trabalhar por uma "chapa de consenso, tanto no diretório quanto na executiva". "Não precisamos de uma disputa que possa gerar um racha dentro do partido", justificou Zanchin.

O deputado federal José Fogaça ressaltou que "é importante (à nova executiva) a afinidade com o governo do Estado e a luta por soluções para a dura situação econômico-financeira". E arrematou: "Isso já se alcançou na constituição do diretório. É o que deve se procurar na escolha da presidência".

 

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